Iogurte de baunilha com açúcar de coco


Iogurtes caseiros, comecei esta aventura já algum tempo. Acho que quando ganhei a Bimby, foi uma das primeiras coisas que fiquei logo com muita vontade de fazer. Não tinha iogurteira, como tal, a parte da fermentação era uma dor de cabeça. Li de fio a pavio os blogs da Patrícia e da Susana, mas andava  sempre stressada com a parte final. Nem manta polar, nem geleira, nada me dava a consistência desejada. Até que finalmente, percebi que tinha de me render à iogurteira e a partir daí, a minha vida mudou :)

Não vou dizer que faço iogurtes todas as semanas, porque é mentira. Mas fiquei viciada e como a combinação de sabores é quase infinita, acabo a maior parte dos dias de domingo a fazer experiências de sabores. Por defeito, não sou uma grande apreciadora de leite, simples então, fujo a sete pés. Os iogurtes são para mim um substituto ao leite, sei que não é a mesma coisa, mas espero que ajude pelo menos um bocadinho.

A receita que trago hoje é muito básica, mas como falei nela neste post decidi partilhar com todos vocês.

Fiz um topping rápido de amoras, mas caso não estejam para ter esse trabalho façam logo o iogurte de baunilha com as amoras que é mais rápido e fica muito bom também.


Fica um iogurte muito leve e o toque do açúcar de coco fica fantástico. 

Ingredientes: 7 iogurtes
800ml de leite meio gordo
40g de leite em pó
1 iogurte natural
1 colher de sopa de extracto de baunilha caseiro
3 colheres de sopa de açúcar de coco

Na bimby: Coloque no copo o leite, o leite em pó, o açúcar, a baunilha e o iogurte natural e misture na vel 3 durante 15 segundos. Programe 4min/50º/vel.3. 

Retire da bimby e coloque numa iogurteira durante pelo menos 13 horas. 

Coloque no frigorífico pelo menos 4 horas antes de consumir.


Modo tradicional: Num tacho, coloque o leite, o leite em pó, o açúcar e a baunilha. Leve a lume brando sem deixar ferver. Deixe arrefecer e quando estiver morno, junte o iogurte natural e misture com a vara de arames até ficar bem integrado.

Coloque numa iogurteira cerca de 13 horas e coloque no frigorífico pelo menos 4 horas antes de consumir.

Existe sempre a possibilidade de não precisar de uma iogurteira, eu ainda consegui fazer algumas vezes a fermentação correctamente. Colocava o iogurte em copos de vidro com tampa de metal, abafava bem os copos com uma manta polar, e colocava dentro de uma geleira/saco térmico de praia, cerca de 15 horas.


Topping de amoras:
80 amoras
1a 2 colheres de açúcar de coco

Coloque as amoras num tacho com o açúcar em lume brando, e mexa até formar uma espécie de compota rápida. Caso não goste de sentir os pedaços das amoras, coloque a compota numa 123 ou numa liquidificadora. Caso contrário, deixe assim com alguns pedaços grosseiros que fica muito bom.


Se não tiver com paciência para fazer topping e queira fazer logo iogurte de baunilha e amoras, faça na mesma a compota rápida, deixe arrefecer e coloque na bimby na mesma altura que o leite e os restantes ingredientes. Não vai fazer o efeito de mármore como da foto, mas ficará igualmente saboroso.


Um piquenique diferente


Hoje não trago uma receita, trago antes, uma sugestão para um piquenique diferente do habitual. Cresci a fazer piqueniques, nesta altura do ano era raro o domingo que não juntávamos a família mais próxima e lá íamos nós fazer um piquenique. O meu pai, tratava da carne ou do peixe, para grelhar lá mesmo no local. A minha mãe fazia um tacho enorme de arroz de cenoura e ervilhas,  eu fazia uma salada gigante para acompanhar. Eram sempre umas tardes bem passadas, com jogos de futebol e de cartas que duravam horas.

Os piqueniques agora já são mais raros, mas quando os há, o menu varia um pouco. As tarefas continuam a ser divididas, os pacotes de batatas fritas são substituídos por mais uma saladinha diferente, a fruta continua sempre a ser a sobremesa principal e as tardes de jogos de cartas, muitas das vezes acabam por ser uma ida à praia.

Hoje e com ajuda do supermercado Brio preparei um menu completo para um piquenique, uma refeição leve, vegetariana e inteiramente biológica. Todos os ingredientes usados nesta refeição, podem ser encontrados em qualquer uma das lojas Brio. Cada vez que lá vou, nunca saio de saco vazio, dêem uma espreitadela no facebook e podem ver um pouco do que por lá se passa.

Para mais ideias e receitas fantásticas para piqueniques, vejam no mais recente livro da Isabel Zibaia Rafael (Laranjinha) que é óptimo e serviu de inspiração para este post.



Salada de cevada
160g de cevada
1 fio de azeite
10/15 azeitonas com pimento e sem caroço
1 couve rábano 
2 raminhos de beldroegas frescas
flor de sal de tomate seco e oregãos q.b.
pimenta e mostarda de moer

Comecei por confeccionar a salada em primeiro lugar, apenas porque, a cevada leva um pouco mais de tempo a cozer, mas enquanto ela coze, podem ir seguindo com as restantes receitas, porque esta salada deve ser servida fria.

Coloque a cevada a cozer, com um pouco de flor de sal e um fio de azeite. A minha levou aproximadamente 40 minutos a cozer em lume médio.

Depois de cozida, deixe escorrer bem e se necessário passe com água corrente.

Coloque num recipiente de fácil transporte, e comece por temperar com um fio de azeite, a pimenta e a mostarda em grão moídas na hora, junte as azeitonas coradas grosseiramente e o rábano cortado em lascas finas, adicione as beldroegas frescas e mexa tudo com as mãos.

Reserve no frigorifico.


Batata-doce com especiarias:
2 batatas-doce
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de açafrão das Índias
1/2 colher de sopa de coentros em pó
1 colher de chá de paprika
1 colher de sopa de sementes de sésamo pretas
flor de sal de tomate seco e oregãos q.b.

Retire a casca às batatas e corte em palitos grosseiros. Num almofariz, coloque as especiarias (excepto as sementes de sésamo), o sal e misture bem, adicione 1 colher de sopa do azeite no final e volte a misturar.

Num tabuleiro próprio para forno, coloque a outra colher de sopa de azeite e as batatas. De seguida adicione a pasta das especiarias e misture tudo muito bem com as mãos. Sinta que todas os palitos estão untados com o tempero e por fim, adicione as sementes de sésamo. Leve o tabuleiro ao forno a 180º, durante 30 minutos e no final ligue o grill (ou a resistência superior) mais uns 10 minutos. (Controle o forno, porque cada forno é diferente e as batatas podem queimar).

Retire do tabuleiro e deixe arrefecer numa rede.


Enquanto as batatas estão no forno, comece a fazer as almôndegas de quinoa para estas aproveitarem o forno ainda quente.

Almôndegas de quinoa
150g de quinoa vermelha
3 dentes de alho
3 ovos
3 colheres de sopa de sementes de sésamo tostadas
2 colheres de sopa de farinha de quinoa
1 colher de sopa de xarope de quinoa ou mel
flor de sal de tomate seco e orégãos q.b.
pimenta e mostarda de moer q.b.

Comece por cozer a quinoa com água, um fio de azeite e a flor de sal.

Depois de cozida, deixe escorrer toda a água.

Num recipiente, comece por coloque metade da quinoa e vá acrescentando os ovos batidos à parte, junte a farinha e a restante quinoa e 1 colher de sementes de sésamo. Tempere com o xarope de quinoa, e com as mãos faça uma espécie de pasta moldável. Caso necessite, adicione mais farinha ou um pouco de leite se tiver demasiado seco.

Forme pequenas bolas e depois de feitas passe por mais umas sementes de sésamo previamente tostadas, coloque num tabuleiro untado com azeite ou com uma folha de papel vegetal.

Leve ao forno a 180º durante 15/20 minutos ou até ficarem bem douradinhas.


Molho para as almôndegas + batatas:
2 colheres de sopa de Fromage blanc
1 colher de chá de paprika doce
2 colheres de sopa de xarope de quinoa ou qualquer adoçante.



Mexa todos os ingredientes muito bem com uma vara de arame, e coloque no frigorífico até colocar na geleia que irá levar para o piquenique, convém servir o molho bem fresco.




Água de romã e coco:
2 romãs
1000ml de água de coco (usei  2 pacotes)
Adoçante natural (xarope de quinoa) 

Num espremedor próprio para laranjas, esprema as romãs como se de laranjas se tratassem. Retire o sumo e numa jarra adicione com a água de coco,  caso sinta que está pouco doce, adicione um xarope natural (eu não usei nada).

Reserve no frigorífico, antes de retirar, adicione umas pedras de gelo para se aguentar na viagem.



Tortilha:
200g de espinafres
4 ovos 
125ml de leite 
1 cebolinha com rama
2 dentes de alho
azeite q.b.
flor de sal de tomate seco e orégãos qb.
pimenta e mostarda de moer

Coloque as folhas dos espinafres numa liquidificadora ou robot de cozinha, com o leite. Bata os ovos, numa batedeira ou com uma vara de arames, até duplicarem o tamanho. Numa frigideira alta coloque, um fio de azeite e deixe aquecer, de seguida, o alho e a cebolinha (tb com a rama) e saltei tudo uns 3 minutos, adicione o puré dos espinafres e saltei durante uns 5 minutos sem deixar de mexer, deixe evaporar um pouco da água que tinham os espinafres. 

Tempere os ovos e regue os espinafres, deixe cozinhar um pouco a base da tortilha, com cuidado, vire com ajuda de um prato e coloque a outra fase da tortilha. Desligue quando estiver bem cozinhada e reserve no cesto do piquenique.


Salada de meloa
1 meloa
1 tangerina
folhas frescas de menta

Por fim a sobremesa, tenho por hábito levar um melão ou melancia inteira para os piqueniques, e comer acabadinha de cortar. Mas desta vez, decidi cortar a meloa em pequenos círculos para ficar mais apelativa, junte a tangerina em gomos e umas folhas de menta fresca, para aromatizar.

E já está, bom piquenique e desfrutem da natureza.


Um muito obrigada, ao Brio, por me ter dado esta oportunidade de criar um piquenique diferente do que estou habituada a fazer.

Crumble de cerejas, framboesas e quinoa preta





Da horta dos meus sogros, chegaram uma quantidade generosa de cerejas e framboesas, antes de congelar algumas, ainda tive tempo de fazer esta sobremesa para eles, como agradecimento das coisinhas boas que me trazem sempre da sua quinta.

Em tempos numa conversa com esta menina, disse-me que usava quinoa na granola e que ficava muito bom, desde então, sempre que faço granola lá vai a quinoa para dentro. Adoro o crocante que dá em contraste com a aveia. Se nunca usaram, aconselho a provarem que é fantástico. Nesta receita, usei a quinoa preta que deu um toque bastante mais dramático ao crumble, para quem me conhece já sabe,  drama é comigo :)

Para acompanhar este crumble, usei gelado da Carte D'Or sabor Vanilla Pecan. Depois do workshop que tive da Carte D'Or a convite da chef Mafalda Pinto Leite na Academia de sabores da Vaqueiro, estes gelados têm desaparecido estranhamente cá de casa e a uma velocidade brutal... Juro, que nada tenho a ver com isso, é que viver com uma pessoa muito gulosa, dá nisto!



Espero que gostem do resultado final, nós por cá adorámos.

Ingredientes: (8 pessoas)
300g de framboesas
300g de cerejas (pesei sem caroço)
50g de açúcar mascavado (escuro)
100g de avelãs
300g de flocos de aveia
50g de quinoa (usei preta)
100g de manteiga Vaqueiro
10 colheres de sopa de açúcar mascavado (escuro)
1 fio de mel 

Gelado:
Usei gelado Carte D'Or  sabor Vanilla Pecan

Comece por colocar uma panela ao lume com as cerejas sem caroço e o açúcar, e em lume branco deixe levantar fervura e vá esmagando com um garfo as cerejas para que fiquem mais desfeitas, deixe cozinhar uns 5 minutos e adicione as framboesas, deixe ferver mais uns 3 minutos e retire do lume.


Coloque a fruta num pirex, próprio para forno e reserve.

Numa batedeira/ou com as mãos e numa taça grande coloque, a manteiga em cubos, juntamente com os restantes ingredientes: açúcar, aveia, e a quinoa. Incorpore tudo muito bem, até sentir uma massa bem unida, uma espécie de areia molhada.

Coloque esse preparado por cima da fruta, mexa tudo com ajuda das mãos, para que a fruta venha um pouco ao de cima e finalize com umas cerejas (com caroço).


Leve ao forno 30 minutos a 200º. 10 minutos antes de desligar o forno, rege o crumble com um fio de mel/agave ou um syrup e leve ao forno até os 30 minutos.


Sirva quente com um gelado e mais umas cerejas frescas.


Mais uma vez, um muito obrigada à  Carte D'Or e à Mafalda Pinto Leite, pela simpatia e pelo final de tarde bem passado.